Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4.1 Etapa 4.2 ENTENDIMENTO DO QUE ACONTECE DURANTE AS ETAPAS

Este protocolo tem função orientativa. Não é de forma alguma uma sequência que deve ser seguida criteriosamente, a PONDERAÇÃO deve ser a maior estratégia para a obtenção dos melhores resultados.
As divisões neste protocolo são apenas para melhorar o entendimento lógico. É provável que haverá casos em que a etapa não poderá ser realizado ou deverá ser realizada mais adiante.


ETAPA – 1

Determinar a neoplasia do paciente, nesta etapa entra toda a proficiência do médico oncologista em avaliar o tipo, comportamento benigno ou maligno e extensão da neoplasia no órgão, tecido e região, avaliando como um todo o quadro clínico do paciente.

ETAPA – 2

A partir de uma diretiva simplista da definição de neoplasia, ou seja, uma proliferação descontrolada de células e que as células devem se dividir para reparar tecidos ou substituir células senescentes, o processo deve ocorrer por tempo o suficiente para cumprir esta (s) função (ões). No caso de a célula não parar de se dividir, é esperado que o sistema imunológico identifique o erro nestas células, a partir das proteínas de membrana expostas e acione o mecanismo de apoptose (autodestruição celular). Portanto, a neoplasia tem continuidade quando o sistema imunológico não identifica a célula anormal como não própria e permite sua divisão sem controle.
A partir deste conceito básico podemos iniciar uma imunoterapia, que vai ter como objetivo inicial a ativação e proliferação (turnover) das células imunológicas. Seguido de uma apresentação de antígenos que não foram reconhecidos como não próprios nas células neoplásicas, isso é possível através de aplicações de extratos das próprias células neoplásicas (Imunoterapia Autóloga). Como proceder?

ETAPA – 3

Nesta etapa deve ser ponderado pelo médico oncologista se a quimio/radioterapia ou cirurgia deve ser iniciada ou não. Independente de qual opção, a imunoterapia pode seguir de forma concomitante. É imprescindível que o paciente não esteja fazendo uso de nenhum imunossupressor.
Devido a diversidade de neoplasias e o comportamento imprevisível e evolutivo da patologia, a imunoterapia pode ser utilizada antes, durante ou após os métodos tradicionalmente conhecidos para tratar canceres sem que interfira nos mesmos, já que o foco de atuação da imunoterapia é baseado em uma terapêutica diferente.
Deve-se aplicar o teste de imunidade celular (pode ser utilizado o PPD e/ou a Candidina), e solicitar a relação das células CD4/CD8. Estes testes preliminares são necessários para excluir uma possível reação exacerbada durante a imunoterapia e definir com qual dosagem deve-se iniciar. Nem sempre será necessário a utilização destes testes, pois a própria avaliação clínica será suficiente para determinar a imunodeficiência no paciente.
O protocolo padrão é aplicar doses crescentes de BCG SONICADO (Inta Venoso) começando por 0,1mL e aumentando 0,05mL a cada 24 horas até que o paciente tenha febre (quando ocorrer pode ser utilizado um antitérmico comum para reduzir os efeitos, dipirona por exemplo). Quando o paciente apresentar febre a dosagem que a causou deve ser repetida por mais 3 vezes com intervalos de 7 dias, seguindo a mesma orientação acima no caso de febre.
Após este período deve-se refazer os testes de imunidade celular e relação CD4/CD8. A Diante da indicação de que ocorreu reatividade cutânea e uma relação positiva de CD4/CD8, este resultado indica que a imunoterapia de imunoestimulação com BCG SONICADP foi efetiva. A não reatividade e inversão da relação CD4/CD8 indica que o paciente não apresentou responsividade, isso pode ser interpretado como um falso negativo, no caso de o paciente estar utilizando imunossupressores ou suas células imunológicas ainda estejam em baixa população devido a algum fator que não foi considerado inicialmente. Recomenda-se a reavaliação e repetição desta etapa.

ETAPA – 4.1

Já com a confirmação da ativação das células imunológicas. Pode-se, caso já não tenha ocorrido alguma regressão da neoplasia, iniciarmos uma IMUNOTERAPIA AUTÓLOGA, neste caso precisamos de material do câncer para ser processado por um laboratório, que extrairá o máximo de proteínas e glicoproteínas das células neoplásicas, também serão adicionados DIMICOLATO DE TREALOSE, o BCG SONICADO e a BETA-1-3-Glucana. Nem sempre esta fase poderá ser executada devido a dificuldade de se obter o material neoplásico para ser processado.
Pode-se realizar um teste intradérmico (com o extrato protéico puro das células neoplásicas), injetar 0,1mL subcutâneo e aguardar 48 horas para medir a reação. Caso seja alta (maior que 5 mm), devemos iniciar a imunoterapia com doses de 0,1mL e gradativamente aumentando 0,1mL a cada 7 dias, até o término do frasco.
Caso seja menor ou não haja reação, iniciar com doses de 0,5mL e manter até o término do frasco. Em caso de ocorrer febre utilizar o antitérmico. Sempre avaliar o paciente para constatar a regressão neoplásica, caso seja constatada continuar a IMUNOTERAPIA AUTÓLOGA até completa regressão da patologia.

ETAPA – 4.2

Caso a quimioterapia esteja ocorrendo concomitante à IMUNOTERAPIA AUTÓLOGA, além destas injeções subcutâneas deve ser utilizado o medicamento TIMULINA (Extrato de Polipeptídeos de Timo Bovino), com injeções de dose única em dias alternados durante toda o período da quimioterapia. A função deste medicamento será de virtualizar a presença de um timo ativo, induzindo a aceleração do turnover das células imunológicas e aprimoração de sua responsividade a presença de material não-próprio do organismo. Para o paciente, em termo de sintoma, significa uma melhora considerável ou mesmo ausência dos sintomas típicos da quimioterapia, já que as células imunológicas estarão sendo repostas em um período menor do que sua destruição causada pela quimioterapia.

ENTENDIMENTO DO QUE ACONTECE DURANTE AS ETAPAS.

O glicopepitídeo de Dimicolato de Trealose (TDM) “in vivo” e “in vitro” contribuem para o recrutamento de células inflamatórias e a manutenção de uma reação granulomatosa. Nas culturas de macrófagos na presença de TDM foram identificados altos níveis de IF-gama, IL-6. TNF-alfa, NO, IL-12, IL-10 no sobrenadante destas culturas.
As endotoxinas presentes nas soluções de TDM funcionam como mecanismos quimiotáxicos (esta função também é desempenhada pela Beta-1-3-Glucana que é um potente ativador dos macrófagos).
O TDM é reconhecido por dois receptores do tipo C-Lectina (Clec4e e Clec4d), que é expressada por macrófagos e células dendríticas, que potencializa o sinal que resulta na produção de citoquinas pro-inflamatórias.
Pode ocorrer hipersensibilidade do Tipo IV (Lesão do tecido mediado por citocinas que resultam da ativação de linfócitos, principalmente TCD4+, por isso deve ocorrer um acompanhamento contínuo, pois os linfócitos e macrófagos estimulados podem causas estas reações. Nestes casos as aplicações e volumes da Imunoterapia Autólogo devem ser espaçados em até 15 dias, para que ocorra uma regulação imunológica adequada.
A utilização de Imunoterapia Autóloga pode ser bastante eficaz em muitos casos, em que seja possível extrair material neoplásico (principalmente melanomas). Sendo que aplicações destas substâncias (proteínas e glicoproteínas) após a ativação do sistema imunológico, podem aprimorar o sistema de reconhecimento pelas células apresentadoras de antígenos resultando em uma cascata de reatividade que tem como resultado final a destruição das células neoplásicas e, portanto, completo reestabelecimento da saúde do paciente.
Ponderar em todos as etapas é a melhor forma de garantir os melhores resultados.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[01] Lima, V. M. F. et al. ROLE OF TREHALOSE DIMYCOLATE IN RECRUITMENT OF CELLS AND MODULATION OF PRODUTION OF CYTOKINES AND NO IN TUBERCULOSIS. Infection and Immunity, Sept. 2001, p. 5305-5312.
[02] Yakoni, E. et al. IMMUNOTHERAPY OF EXPERIMENTAL CANCER WITH A MISTURE OF SYNTHETIC MURAMYL DIPEPTIDE AND TREHALOSE DIMYCOLATE. Infection and Immunity. Apr. 1981, p. 273-276.




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