Candidíase de Repetição

Candidíase de Repetição

Estima-se que a levedura Candida albicans seja responsável por mais de 90% dos casos de candidíase de repetição. Antes de continuarmos com o assunto precisamos entender algumas coisas.

As cândidas são leveduras cosmopolitas, ou seja, existem em todas as partes do mundo habitadas por humanos e fazem parte de nossa microbiota normal, portanto é comum que tenhamos esta levedura em nossa pele na forma vegetativa ou de esporos.

As mulheres têm uma desvantagem psico-fisiológico-anatómica que permite a estas leveduras se proliferarem com facilidade na cavidade vaginal. O local tem pouca ou nenhuma exposição a luz, a temperatura constante 36 graus, é úmido e tem pH ácido. Como as mulheres são mais tolerantes a dor o que as leva a demorar a procurar assistência médica. A consequência de se ter uma infecção e não a tratar é de que a infeção se torna crônica e posteriormente desenvolve-se uma alergia, ou seja, mesmo que a infecção tenha sido controlada, a presença normal da levedura desencadeia uma reação alérgica local. Tornando-se necessário nesse momento uma intervenção através da imunoterapia.

Tratamento

Vou começar esclarecendo como é o tratamento e depois eu passo as peculiaridades envolvidas.

O produto comercializado pela Anthygenus contém antígenos solúveis de 3 tipos de cândida (C. glabrta, C. tropicalis e C. albicans) + o lisado destas 3 leveduras e antígenos solúveis obtidos por um processo chamado Head Shock Protein. Todas estas substâncias são muito alergênicas.

A candidíase é muito comum em mulheres, pois o ambiente vaginal é muito propício ao crescimento de fungo, é escuro, quente, úmido e com pH ácido. Os tratamentos clássicos incluem a utilização de antifúngicos locais ou sistêmicos e o uso de óvulos com pH básico.

Tratamentos com lactobacilos não tem comprovação de que funcionem. A questão é: porque os medicamentos tradicionais não funcionam após um determinado período? Há vários motivos, o mais comum é a hiper-reatividade do sistema imunológico a presença das cândidas ou aos seus metabólitos secundários, por causa disso desenvolve-se um ciclo inflamatório crônico.

O paciente pode esta hiper-reativo (a presença do fungo é mínima) ou hipo-reativo (há uma presença expressiva do fungo). Saber qual é o caso pode ser complicado, então, adotaremos o sistema de dessensibilização que vai funcionar para ambas as situações.

A composição acima citada é diluída em 3 Frascos chamados 1ª Série, 2ª Série e 3ª Série, as aplicações são em intervalos de 7/7 dias começando com 0,1mL, depois 0,2mL, 0,3mL, 0,4mL, 0,5mL e continua com 0,5mL até terminar o frasco. Aplicações subcutâneas. Na terceira fase, na primeira dose pode tentar aplicar 0,5mL, caso o paciente tenha uma reação local desagradável retornar para o esquema gradativo, senão mantenha 0,5mL até o fim do frasco. O uso dos 3 frascos geralmente é o suficiente para uma completa recuperação.

Ok, agora o que as pacientes não contam:

1 - Geralmente fazem uma hiper higienização da região vaginal, chegando ao ponto de usar polvidine, todo um conjunto de sabonetes com o slogan “reduz 99% das bactérias”, a flora bacteriana é importante e precisa estar presente para realizar uma proteção inata.

2 – A mulher quando tem uma infecção por cândida tem coceira, elas costumam reclamar de um corrimento límpido e constante e depois este corrimento passa a ter cor branco-amarelado ser espesso e fétido (isso é quando ocorre uma infecção bacteriano secundária).

3 – A questão da coceira provoca uma mudança de comportamento na mulher, o desejo sexual aumenta, por a penetração e ejaculação aliviam momentaneamente os sintomas. Isso pode tornar-se um ciclo vicioso e a tendência é piorar, pois o atrito do pênis ou do brinquedo sexual causa escoriações na mucosa vaginal, tornam tudo pior.

4 – E para esta mulher mascarar o corrimento e o odor ela usa todos os produtos de higiene que puder.

5 – Este é um ciclo vicioso comum. E fica pior quando o diâmetro do pênis é maior que o canal vaginal. E provavelmente o parceiro estando ou não com proteção tem grandes chances de se infectar devido à grande quantidade de fungos e ao fato do parceiro ter fimose.

6 – Nada impede que juntamente com a imunoterapia a paciente possa usar os medicamentos padrões. Mas de forma alguma usar corticoides.

7 – A maioria destas informações servem para as infecções de repetição de candidíase em homens (geralmente o desenvolvimento ocorre por vergonha de procurar ajuda médica).

OBS.; É muito comum a pergunta “Estou gravida posso usar a imunoterapia” a resposta depende de quantos meses a pacientes esta, acima de 6 meses pode usar tranquilamente, antes disso, pode ocorrer o risco de abordo. Outra pergunta comum é “Eu quero engravidar posso usar a vacina”, deve ser colocado para a paciente o seguinte se ele engravidar e tiver candidíase durante a gravidez ela terá de passar toda a gravidez com a infecção, pois não poderão ser utilizados outros medicamentos. Então, é melhor iniciar e esperar alguns meses.

OBS.; caso a paciente tenha uma infecção ativa, pode recomendar além dos medicamentos padrões utilizar a lavagem da região genital e anal com uma mistura de 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio em um litro de água e lavar de 2 a 3 vezes por dia (vai arder).


Candidíase de Repetição
Imunoterapia potencializada, como proceder?

Neste caso pode-se fazer a paciente lavar diariamente a região vaginal com uma solução de bicarbonato de sódio, para alcalinizar o ambiente vaginal, isto fará a carga de organismos diminuir (1 colher de sopa de bicarbonato de Sódio em 1 Litro de água). Concomitantemente inicia-se a imunoterapia com intervalos de 3/3 dias, 5/5 dias ou de 7/7 dias. Pode-se acrescentar o Lisado de Parvum na composição como forma de estimular macrófagos e células NK.

A formulação desenvolvida pela Anthygenus apresenta características que proporcionam eficácia em 98% dos casos.
Estes 2% estão relacionados em menor grau ao efeito secundário de uma patologia mais grave, e mais frequentemente está relacionado aos hábitos sexuais destes indivíduos. Neste caso será difícil uma terapia funcional, pois a paciente não está predisposta a relatar as práticas que poderiam estar dificultando sua terapia.
Entre os casos que tive a oportunidade de resolver, está o de uma paciente que tinha o canal vaginal estreito e seu conjugue um pênis largo, o ato sexual causava escoriações na parede vaginal que não permitiam uma cicatrização e consequentemente uma infecção secundária era mantida constante.
Em outro caso a paciente tinha uma infecção ativa e era compulsiva sexualmente e não utilizava preservativos. O esperma é rico em frutose o que favorecia a proliferação fora de controle da cândida na região genital.
Neste terceiro caso a paciente era compulsiva por higienização da região vaginal, utilizando polvidini (iodo e detergente), cloranfenicol, sabonetes de selênio, resultando em uma redução brusca da microbiota vaginal e uma dermatite de contato, que levou a lesões e posterior, infecções de repetição não apenas pela cândida, mas por outras bactérias.

Por exemplo, é comum em paciente que apresenta infeções de qualquer natureza repetidas vezes em curtos intervalos. Quando uma análise do sangue é realizado em muitos casos todas as células da série branca, linfócitos, basófilos, eosinófilos, mastócitos, granulócitos, neutrófilos, todos apresentam-se normais. No entanto, quando realizamos um teste de imunidade celular, o paciente se mostra pouco ou não reativo. O significado destes testes é de que apesar da população de células de defesa estar dentro na normalidade, estas se encontram em estase (com pouca atividade ou nenhuma).
Geralmente é aplicada a nomenclatura de 1ª Série, 2ª Série e 3ª Série. Pode-se usar uma série de manutenção. São aplicadas doses de 0,1mL, 0,2mL, 0,3mL, 0,4 mL e 0,5mL ao atingir este volume é mantido até a décima dose, o mesmo ocorre com a 2ª Série e a 3ª Série. Os intervalos de aplicação são de 7/7 dias. Podendo ter intervalos maiores a partir da série de manutenção.




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