Candidíase de Repetição

Candidíase de Repetição

Estima-se que a levedura Candida albicans seja responsável por mais de 90% dos casos de candidíase de repetição. Antes de continuarmos com o assunto precisamos entender algumas coisas.
As cândidas são leveduras cosmopolitas, ou seja, existem em todas as partes do mundo habitadas por humanos e fazem parte de nossa microbiota normal, portanto é comum que tenhamos esta levedura em nossa pele na forma vegetativa ou de esporos.
As mulheres têm uma desvantagem psico-fisiológico-anatómica que permite a estas leveduras se proliferarem com facilidade na cavidade vaginal. O local tem pouca ou nenhuma exposição a luz, a temperatura constante 36 graus, é úmido e tem pH ácido. Como as mulheres são mais tolerantes a dor o que as leva a demorar a procurar assistência médica. A consequência de se ter uma infecção e não a tratar é de que a infeção se torna crônica e posteriormente desenvolve-se uma alergia, ou seja, mesmo que a infecção tenha sido controlada, a presença normal da levedura desencadeia uma reação alérgica local. Tornando-se necessário nesse momento uma intervenção através da imunoterapia.


Candidíase de Repetição
Imunoterapia potencializada, como proceder?

Neste caso pode-se fazer a paciente lavar diariamente a região vaginal com uma solução de bicarbonato de sódio, para alcalinizar o ambiente vaginal, isto fará a carga de organismos diminuir (1 colher de sopa de bicarbonato de Sódio em 1 Litro de água). Concomitantemente inicia-se a imunoterapia com intervalos de 3/3 dias, 5/5 dias ou de 7/7 dias. Pode-se acrescentar o Lisado de Parvum na composição como forma de estimular macrófagos e células NK.

A formulação desenvolvida pela Anthygenus apresenta características que proporcionam eficácia em 98% dos casos.
Estes 2% estão relacionados em menor grau ao efeito secundário de uma patologia mais grave, e mais frequentemente está relacionado aos hábitos sexuais destes indivíduos. Neste caso será difícil uma terapia funcional, pois a paciente não está predisposta a relatar as práticas que poderiam estar dificultando sua terapia.
Entre os casos que tive a oportunidade de resolver, está o de uma paciente que tinha o canal vaginal estreito e seu conjugue um pênis largo, o ato sexual causava escoriações na parede vaginal que não permitiam uma cicatrização e consequentemente uma infecção secundária era mantida constante.
Em outro caso a paciente tinha uma infecção ativa e era compulsiva sexualmente e não utilizava preservativos. O esperma é rico em frutose o que favorecia a proliferação fora de controle da cândida na região genital.
Neste terceiro caso a paciente era compulsiva por higienização da região vaginal, utilizando polvidini (iodo e detergente), cloranfenicol, sabonetes de selênio, resultando em uma redução brusca da microbiota vaginal e uma dermatite de contato, que levou a lesões e posterior, infecções de repetição não apenas pela cândida, mas por outras bactérias.

Por exemplo, é comum em paciente que apresenta infeções de qualquer natureza repetidas vezes em curtos intervalos. Quando uma análise do sangue é realizado em muitos casos todas as células da série branca, linfócitos, basófilos, eosinófilos, mastócitos, granulócitos, neutrófilos, todos apresentam-se normais. No entanto, quando realizamos um teste de imunidade celular, o paciente se mostra pouco ou não reativo. O significado destes testes é de que apesar da população de células de defesa estar dentro na normalidade, estas se encontram em estase (com pouca atividade ou nenhuma).
Geralmente é aplicada a nomenclatura de 1ª Série, 2ª Série e 3ª Série. Pode-se usar uma série de manutenção. São aplicadas doses de 0,1mL, 0,2mL, 0,3mL, 0,4 mL e 0,5mL ao atingir este volume é mantido até a décima dose, o mesmo ocorre com a 2ª Série e a 3ª Série. Os intervalos de aplicação são de 7/7 dias. Podendo ter intervalos maiores a partir da série de manutenção.




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